Como redescobrir o seu porquê

Você está se sentindo fadigado?

Talvez apático em relação aos seus projetos e até aos benefícios que eles prometem para você, para a sua vida e os seus negócios?

Isso acontece com quase todo mundo de tempos em tempos, em qualquer área da vida.

O que a gente deixa de notar é que essa desmotivação ou cinismo são alertas de que nós temos feito algo errado com nossa rotina, com nosso cérebro ou nosso corpo.

Talvez você esteja se cobrando muito, há muito tempo.

Ou as demandas da vida têm se acumulado por anos e só agora você está sentindo o efeito: sua energia desapareceu!

A boa notícia é que tem como você recuperar os seus porquês (ou inventar novos), mas seu jeito de viver e fazer negócios não será mais o mesmo.

Na verdade, é de mudança que você precisa — e ela começa aceitando que assim como os clientes que você atende não são apenas números em gráficos, você também não é uma máquina com combustível infinito.

Comece aprendendo como recarregar suas energias

Antes de pensar nos seus porquês, ou nas questões mercadológicas e filosóficas que movem você e seus valores à ação, entenda que esse período é um grito do seu organismo para você aprender como descansar.

Sabia que a improdutividade como fruto da insônia custa aos Estados Unidos 63 bilhões de dólares por ano?

Essa pesquisa de 2011 aponta o que a gente já sabe (e finge não ser importante): resiliência para ser produtivo tem mais a ver com os jeitos com os quais você se recupera durante os períodos de trabalho intenso.

Sua desmotivação ou falta de um norte pode ser o sinal crítico que faltava para você reconhecer que é importantíssimo dar atenção aos seus níveis de energia fora dos negócios.

Aproveite esse momento de apatia para ser preguiçoso nas áreas da vida que permitem um pouquinho de folga, uma vez que quase sempre a pressão de ser produtivo a nível sobre-humano é causada por nós mesmos.

Esse período pode durar qualquer coisa entre semanas e meses, mas o importante é que você se certifique de estar atendendo todas as necessidades biológicas de descanso, de nutrição e de atividade física.

Conexão social de qualidade também é um fator importante que muitos empreendedores limitam apenas ao networking ou aos relacionamentos dentro de casa.

Uma boa ideia seria participar de algum esporte em grupo ou servir como voluntário a alguma causa onde suas habilidades (profissionais ou transferíveis) tenham impacto direto na vida de outros seres vivos.

Essa exploração é energizante porque o contato com gente nova ou com situações fora do escopo comum estimulam a criatividade apresentando novos problemas para solucionar.

Sacudir o status quo — e dormir bem depois disso — é a dica de ouro para despistar a apatia e reconsiderar o que é importante na rotina.

O que seu passado indica?

Além do mais, uma boa olhada no seu passado recente é um jeito fácil de identificar o que você tem feito com seu tempo (e com seu corpo).

Se você usa um calendário, dê uma olhada nas últimas semanas e anote padrões que parecem óbvios uma vez que você os identifica, mas que até lá passam despercebidos nas suas horas de “produtividade”.

  • Quais reuniões tiraram sua energia, em vez de empolgar você?
  • Por quais clientes você sente vontade de sumir quando precisa interagir com eles?
  • Voltar para casa traz conforto? Ou é algo que você não gostaria de fazer?

Encarar o passado recente oferece uma oportunidade única de admitir que o estado de certas coisas pode pode ter perfurado sua reserva de motivação — e talvez seja por esse buraco que os seus porquês estejam vazando para fora da sua vida.

O que você não consegue deixar de fazer?

Outra dica importante que não vejo muita gente dando é que quando a gente perde nossos porquês para continuar no caminho que estávamos, o que precisamos fazer é não tomar decisão nenhuma!

Em vez de procurar ou inventar novos porquês o mais rápido possível, talvez só observar as coisas que você não consegue deixar de fazer (mesmo desmotivado) te traga respostas óbvias.

Das pequenas coisas (como organizar seus livros na estante por ordem de leitura) às grandes (praticar montanhismo), faça mais das coisas que você não consegue deixar de fazer.

Às vezes é a ausência de mais espaço para essas coisas que tornam sua vida cinza e sem graça — afinal, você trabalha para quê?

Qual a razão do sucesso se você não se dá espaço para apenas viver, sem prazos nem obrigações, nem que seja por 12 horas no dia?

Além do mais, observar as coisas que você não consegue deixar de fazer pode te trazer reflexões singulares sobre qual novo caminho você poderia estar percorrendo nessa fase inédita da vida.

Porque é preciso admitir que talvez você não recupere os porquês que perdeu.

Daqui para a frente, pivotar para uma nova área ou escolher problemas diferentes para solucionar, sejam os seus novos porquês.

Apenas garanta que antes de tomar qualquer decisão você esteja descansado e tenha dado tempo ao tempo (especialmente se sua situação de vida não permite grandes mudanças sem enormes sacrifícios).

O que você não consegue fazer?

Prestar atenção às coisas que você não consegue mais fazer (mesmo que fossem coisas que você gostava de fazer no passado), pode apontar para soluções simples.

Delegar tarefas, desmanchar compromissos, e dizer “não” para qualquer coisa que você simplesmente não queira dizer “sim”, pode resolver sua desmotivação em um passe de mágica!

A gente tem tantas obrigações na vida — e tantos problemas para antecipar ou resolver — que é normal criarmos a crença de que somos responsáveis pelo mundo, ou que devemos aguentar qualquer coisa que joguem sobre nossos ombros.

Isso não é verdade.

Como falei diversas vezes, resiliência tem mais a ver com o jeito que você carrega sua energia do que com sua capacidade de tomar porrada do mundo e levantar do chão com um sorriso no rosto!

Experimente parar de se empurrar para fazer coisas que não sejam absolutamente cruciais para o funcionamento da sua vida e repare nos resultados.

Cortar atividades (e até clientes) que sugam sua energia talvez seja tudo que você precise fazer para se sentir feito “você” outra vez.

Pense menos, aja mais e aprenda na prática

Pensar demais nos problemas e bolar soluções mirabolantes na sua cabeça só ajuda até certo ponto porque “overthinking” (o ato de ruminar problemas na tentativa de solucioná-los na mente) não é a mesma coisa que planejamento.

Como mostrei para você em um dos meus artigos anteriores, é o planejamento que pavimenta a estrada que leva ao sucesso.

Agir sem uma estratégia é contar com a sorte, e isso às vezes funciona.

Quase sempre, não!

Sabendo disso, tente passar menos tempo se chutando quando está caído, ou repetindo para si mesmo quais são os bloqueios que você precisa ultrapassar, e dê atenção às soluções que você pode aplicar agora.

Mesmo que essas soluções não estejam diretamente ligadas ao maior problema da sua vida no momento (sua falta de razão para continuar trabalhando), uma solução sempre leva à outra.

Como empreendedor, tenho certeza que você sabe do que estou falando!

Tente consertar aquele vazamento da pia que tem incomodado sua família há meses. Tente aprender uma nova língua ou começar um novo esporte.

Saia da zona de conforto porque mesmo desconfortável, ela é o problema que você conhece.

Como seres humanos, sabemos que a gente sempre dará prioridade aos problemas que conhecemos em vez dos problemas (e até dos potenciais prazeres) que vêm quando nos jogamos no desconhecido.

Só mantenha em mente que o único jeito de aprender (e inventar novos porquês) é colocando a mão na massa.

Dê prioridade à sua energia física e mental, cerque-se de coisas que te lembram o porquê de você ter feito as coisas que fez até aqui, e aceite o luto de que talvez você não seja a mesma pessoa de ontem.

Há tanto amanhã pela frente que você pode até se tornar uma versão otimizada da pessoa que foi ontem: mas o ontem realmente passou e não vai voltar.

Seja consciente sobre seu tempo daqui para a frente — e não desperdice nem um minuto dele com atividades que sugam sua vida para fora de você.

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