A hora certa para se reinventar

Até mesmo os negócios mais tradicionais terão de se reinventar em algum momento.

Quando eles se negam a fazê-lo, é quando vemos nos noticiários as notícias de falência, demissões chocantes e fraudes absurdas.

Quando o campo fértil das possibilidades de um negócio dão lugar a uma cultura de escassez, aos líderes autoritários e aos indicadores de performance datados, não só você, mas também seus parceiros e funcionários entrarão no modo de autopreservação.

Mudar é fundamental para evitar esse “cada um por si” causado pelo medo, pela frustração de não ter esforços reconhecidos, ou pelos investimentos pouco lucrativos.

A hora certa para mudar é agora!

Observe seu posicionamento

Seja na cultura da sua empresa, para a empresa de terceiros à qual você dedica seus esforços, ou especialmente para os seus valores (que formam sua cultura interior), o primeiro sinal da escassez que leva à infertilidade de potencial é uma depreciação de posicionamento.

Quando você nota que os competidores começaram a fazer o que você faz (às vezes até melhor do que você faz), você percebe que o tempo da inovação acabou e que a moral está chegando ao fim.

Uma ameaça desse tamanho coloca minhocas na cabeça de qualquer um.

Aí, em vez de dedicar recursos a se reinventar e criar um novo ambiente de inovação, os recursos são gastos tentando preservar o que ainda não foi perdido — quase sempre no espírito de “custe o que custar”.

Essa mentalidade escassa é o que faz:

  • Executivos se virarem contra a própria empresa;
  • Empreendedores procrastinarem em tarefas pouco impactantes, mas que dão “conforto” imediato para a mente preocupada;
  • E profissionais incríveis perderem dinheiro e tempo em atitudes infrutíferas, incapazes de recuperar as rédeas da situação ou virar o jogo para melhor.

Quando se trata de encarar a realidade de que o posicionamento atual deixou de ser o ideal, é preciso encarar esse fato com a curiosidade de uma criança apaixonada pelo que faz — movida inteiramente pelas oportunidades inimagináveis do desconhecido.

É daí que surge a inovação: da necessidade de pensar diferente quando todo mundo está fazendo igual.

Essa é a verdadeira expressão da criatividade — e da expressão de que “a necessidade faz o bandido”.

Nesse caso, a necessidade faz o empreendedor bem-sucedido.

Inovação é um bem renovável, não permanente

Quando ofereço mentoria a donos de empresas mais tradicionais, uma das ideias que coloco como prioridade para eles entenderem é que a inovação não é um símbolo religioso a ser adorado, nem protegido, nem temido.

Inovação é uma conquista momentânea que, uma vez realizada, deixa de pertencer à empresa e passa a pertencer a todas as pessoas que podem se beneficiar dela — incluindo os competidores!

É difícil uma inovação se tornar um símbolo tão singular e incopiável que ninguém, jamais, poderá copiá-la.

Muito pelo contrário: quando você torna possível o impossível, todo mundo fica sabendo que alcançar o mesmo resultado não é assim tão complicado.

Um caso famosíssimo na história da humanidade que exemplifica o poder (e a efemeridade) da inovação é que no início dos anos 1950, a maioria das pessoas considerava impossível correr mais de um quilômetro e meio em menos de quatro minutos.

Quando Roger Bannister destruiu essa crença limitante correndo mais de um quilômetro e meio em três minutos e cinquenta e nove segundos (sério!), outros maratonistas alcançaram resultados melhores.

Hoje, qualquer adolescente no time de corrida no colégio consegue correr tão rápido quanto os profissionais!

Essa história deixa claro que a inovação é mais do que a concretização do ato em si.

A inovação é uma busca que, uma vez alcançada, deixa de ser uma conquista ou ocasião especial, e passa a se tornar o novo normal.

Para tornar possível o impossível (e lucrar bastante no caminho), primeiro é preciso abrir mão da inovação como um bem tangível e entender que a segurança que ela traz até pode durar décadas, mas ela acabará um dia.

Só que em vez de proteger o que você já tem, muito melhor (e também mais lucrativo) será simplesmente observar sua posição no jogo das cadeiras que é o mundo dos negócios, e jogar com o entusiasmo que a gente só encontra nas crianças.

Ou naqueles CEOs de 19 anos que listam a Forbes 500 cheios de espinhas na cara e que vivem na pele a esperança inocente de que eles (e ninguém mais) pode mudar o mundo!

Atualize suas métricas de “sucesso”

Não me entenda mal.

Apesar de eu dizer que inovar é o ato semi-constante de tornar possível o impossível, não digo isso com as promessas da Lei da Atração e muito menos com a positividade infantil negativa — aquela que faz a gente gastar energia em condições impossíveis de mudar.

Alguns possíveis são mesmo impossíveis — e eles precisam ser cortados na raiz antes que você desperdice mais tempo ou recursos tentando resolvê-los (ou tentando manter o status quo).

Por isso, o segundo passo para se reinventar é detectar falhas:

  • O que estou fazendo que funcionava muito bem antes, mas que agora não funciona tão bem?

Melhor ainda é se responder:

  • O que me motiva a continuar batendo nessa tecla mesmo sem os resultados que eu gostaria?

Hábito de fazer sempre as mesmas coisas?

Medo de experimentar uma alternativa diferente?

Vergonha de “começar de novo”?

Talvez o cinismo, após décadas no mundo dos negócios, para acreditar que um pouco de entusiasmo infantil pode ser uma ferramenta útil no caminho para o sucesso?

Compreender que seus jeitos antigos de medir seja lá quais métricas você definiu como ideais, pode ser o que está levando sua empresa, sua personalidade — ou até o seu lar — à escassez!

Logo acontece um efeito dominó de autopreservação em todos os envolvidos nesse processo.

Hora de sacudir a poeira!

A ilusão de que ser bem-sucedido uma vez tornará você ou seu negócio bem-sucedido para sempre não é exatamente uma ilusão: é mais do que possível colher os frutos da inovação por todos os próximos anos da sua vida.

Só não significa que esses frutos amadurecerão da complacência, em vez do desejo constante de resolver novos problemas dos jeitos mais econômicos, mais rápidos e mais fáceis possíveis.

Não há nada de errado em comemorar uma conquista estendendo o happy hour da sexta, tirando a segunda para ficar com sua família, ou comprando aquele Dodge que você sempre quis.

Na verdade, comemorar a vitória faz parte do processo da inovação: ela precisa ser um marco!

Depois da celebração e da admissão que houve um trabalho bem feito e os planos alcançaram as métricas de sucesso definidas nesse árduo processo de trabalho, delegue a manutenção do status quo para seus parceiros capacitados e volte sua atenção aos problemas seguintes.

Não digo isso na intenção de fazer você se debruçar sobre o que está errado na sua vida ou negócio, nem ficar deprimido por conta disso.

Digo na intenção de fazer você dar atenção às possibilidades de inovação em si e no mundo que ainda não foram pensadas, porque você não olhou para os problemas com o olhar de alguém que pode resolvê-los (ou que precisa resolvê-los).

Recomendo que você faça isso antes de precisar, na verdade.

Só porque seu modelo de negócios é lucrativo e ideal para o momento em que você se encontra, não significa que ele servirá no futuro.

Das poucas certezas da vida, saber que você precisará inovar diversas vezes na trajetória para o sucesso é uma delas.

A diferença entre um incêndio e uma fogueira é o contexto: em um, você queima para perder. No outro, você queima para viver!

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